Fonte AgriNoticias
A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) promoveu, entre os dias 18 e 22 de janeiro, um encontro para tratar de dois problemas graves na cultura do algodão: o bicudo e a broca da raiz do algodoeiro. O evento teve como público alvo técnicos, produtores e agentes da cadeia produtiva da fibra, e foi realizado nas instalações do Centro de Pesquisa e Tecnologia do Oeste da Bahia (CPTO), além de fazendas da região. Na programação, estava o renomado Engenheiro Agrônomo e entomologista do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Walter Jorge dos Santos.
De acordo com o especialista, os produtores da região Oeste já fazem um ótimo trabalho de monitoramento do bicudo do algodoeiro, mas precisam conhecer e saber como agir também contra a “broca da raiz”. Segundo Walter Jorge, a broca é uma praga que age silenciosamente, e os seus danos começam na base da planta.
“Ela interrompe o transporte de nutrientes e água para a parte aérea do algodoeiro. Ele fica subnutrido, até murchar e morrer. A falta de informação faz com que a praga se multiplique”, esclareceu o entomologista.
Durante o encontro, a diretoria da Abapa se reuniu com técnicos do Programa de Monitoramento e Controle do Bicudo do Algodoeiro, com o representante da Bahia na Comissão Nacional do Programa de Controle e Monitoramento do Bicudo do Algodoeiro do Ministério da Agricultura, o produtor Celito Missio, e com o coordenador do programa na Bahia, José Lima Barros. “A reunião serviu para definir a metodologia de pesquisa, custos e prejuízos causados pelo bicudo”, disse o coordenador.
Como parte da programação, o público visitou uma fazenda com foco da “broca da raiz” e outras fazendas produtoras de algodão, dentre elas, a Independência I e Planalto, localizadas no anel da soja, onde não foi detectada a praga.
Sobre a Broca da Raiz - Conhecida cientificamente pelo nome Eutinobotrhus brasilienses, a broca da raiz é originária do Brasil. O inseto adulto é de cor escura, tem entre 3 e 4 milímetros e pertence à mesma família do bicudo. A fêmea adulta coloca ovos na base da planta, que penetram no caule e abrem galerias em todas as direções. A praga deve ser constantemente monitorada. Para o seu controle, devem-se fazer aplicações de inseticidas nas bordaduras, além da eliminação das soqueiras do algodoeiro.
Fonte: Jornal Nova Fronteira